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Crackdown 2
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Xbox Games

    Pacific City volta a estar em destaque com Crackdown 2, sequela que tem mais motivos que o primeiro título para mudar o nome da cidade para Chaos City. É que comparando com o primeiro, tudo o que temos a dizer é... permaneçam todos debaixo da terra!


    Isto porque a ação de Crackdown 2 conta com zombies que atormentam a cidade durante a noite, e os habituais gangues, denominados Cell, durante o dia. O nosso objetivo enquanto agente especial, é voltar a dar sentido ao nome da cidade.

    Comecemos por onde o jogo falha: a história, se é que podemos sequer considerá-la uma história, ou apenas objectivos como no primeiro jogo, divididos em dois tipos de missões: missões para destruir os covis dos zombies, e defender os locais que estão dominados pelos Cell.Para sabermos onde encontrar os covis dos zombies, primeiro teremos que ir ao encontro de aparelhos, que estão a ser protegidos por membros do gang Cell, que fazem a ligação a um satélite, quando se ligam três dos aparelhos recebemos a localização de um covil, dirigimo-nos até ele e a missão aí consistes em proteger uma máquina que mediante um tempo de carregamento irá destruir todos os zombies que se encontrem naquele local, o nível de dificuldade destas missões vai aumentando devido à evolução que estes zombies começam a sofrer ao longo do jogo, o mesmo acontece com os terrenos que estão dominados pelo gangue dos Cell, estes ao longo do jogo possuem melhores armas e melhores guerreiros, que nos dificultam a tarefa de limpar aquela zona, matando um certo numero determinado de inimigos, esperando que os reforços cheguem e protejam aquela zona.

    A jogabilidade essa está bastante interactiva com o tipo de jogo, apesar de por vezes a câmara que nos é atribuida não ser a melhor para a situação. Em termos de jogabilidade, a experiência de jogo vai melhorando ao longo da evolução do nosso personagem, que irá desbloquear novas armas primárias e secundárias, granadas e carros. A evolução do nosso personagem é feita ao longo de todas as actividades que vamos efectuando, desde matar inimigos, andar de carro, andar a apanhar orbs de corrida em cima dos prédios, ou mesmo apanhar itens escondidos, mas que não dão pontos suficientes para todos os pontos de evolução do nosso personagem. Em relação ao anterior, em que os carros se transformavam quando entravamos nele, este tem os carros que nos são fornecidos pela agência.
A mira não está muito destacada, e tem um modo automático que muitas das vezes não aponta para o alvo que queremos, mas isso deve-se aos inúmeros alvos que se podem concentrar numa zona. Poderemos também lutar, mas não é uma coisa que queiramos andar pela cidade a fazer, excepto se tivermos algum objecto nas mãos que dê um poder mais massivo e divertido e permita espancar um zombie.
    Destaque menos positivo para algumas falhas nos locais a que temos de nos agarrar, que não funcionam assim tão bem, e para alguns problemas na movimentação do personagem, que por vezes não se movimenta da maneira que queremos enquanto estamos no ar. Pequenos pormenores que não estragam o jogo, mas que podem dar cabo da cabeça de alguns jogadores.

    O jogo pode-se tornar bastante longo, visto ter várias atividades como corridas cronometradas de carro e a pé, fechar brechas no chão por onde zombies saem, e correr ou conduzir atrás de orbs que nos melhoram as capacidades. Mas o que poderá alongar mais o tempo de jogo é a diversão que o jogo proporciona, que nos pode deixar agarrados durante horas, com os nosso amigos, ajudando uns aos outros a completarem as missões da história, e até mesmo missões escondidas, especialmente criadas para serem jogadas com amigos, online.
    Online podem também ser feitas batalhas no modo multiplayer que o jogo possui, existindo 3 tipos de jogo: Roquet Tag ,que termina passados 10 min. ou quando algum jogador atingir 150 pontos; Deathmatch, que terá os mesmos 10 min. de jogo e termina antecipadamente se alguém atingir os 750 pontos; e Team Deathmatch, com os mesmos 10 min. e termina quando alguma das duas equipas atinge os 2000 pontos. Todos eles suportam até 16 jogadores.

    Os sons projectados pelas armas, das explosões e dos carros, são bastante credíveis.  A voz que nos acompanha, e que nos está sempre a dar dicas e a comunicar connosco é engraçada, dando mais interactividade ao jogo e dando-nos a ideia que estamos a ser acompanhados visualmente por alguém que nos vai explicando o que é que se está a passar, e que até avisa que ganhámos um achievement.
    Graficamente o jogo manteve a sua imagem primária característica de BD com vida. É claro que não são gráficos fabulosos que impressionam, como acontece em jogos de visuais mais realistas, mas qualquer jogador se ambienta bem a eles, sem estranhar nem fazer grandes críticas, visto que o estilo BD está muito bem representado. As explosões, que estão muito bem desenvolvidas e ocorrem com alguma frequência,  deixam o ambiente muito mais animado e revelam que estes gráficos são os ideais para este jogo.
    Concluímos então que a Ruffian Games fez um bom trabalho com este sandbox, mas que algumas arestas teriam que ser melhoradas. A elaboração de uma verdadeira história, seria a cereja no topo do bolo. Poderiamos reclamar pela diminuição dos personagens à disposição do jogador, mas a verdade é que passado pouco tempo não lhe vemos a cara, por isso não é um ponto muito importante.

 

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